Vida Pronome: conheça as histórias de Christopher, Ariel e Èmi!
15 de Abr, 2026
O Vida Pronome é mais do que um projeto — é um movimento de acolhimento, respeito e reconhecimento. Ao longo dos últimos meses, tem promovido transformações reais na vida de pessoas trans e não binárias, facilitando o acesso a direitos que ainda enfrentam barreiras no dia a dia.
Com o apoio de diversas instituições, o mutirão ofereceu um caminho gratuito, seguro e acessível para alinhar a documentação à identidade de cada pessoa.
E foi nesse contexto que pudemos conhecer Èmi Almeida, Ariel Matos Brito e Christopher Fabiano, três pessoas trans que estrelaram a campanha do Vida Pronome e que hoje você passa a conhecer um pouco mais:
Èmi Almeida
Èmi Almeida é homem trans, advogado e militante do movimento trans. Atualmente, atua como Coordenador Jurídico Nacional do IBRAT e Secretário-Geral da UNIDAS.
Em sua vivência enquanto pessoa trans, receber os documentos retificados com o nome com o qual realmente se identifica foi um dos momentos mais marcantes de sua vida. A partir dali, simbolicamente, era como nascer para o mundo.
"Caso você conheça uma pessoa trans, respeite seu nome e seus pronomes. Em um país que mais mata pessoas trans, isso é dignidade." (Èmi Almeida)
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Ariel Matos Brito
Ariel Matos Brito é militante transfeminista, presidenta da Associação de Travestis Unidas na Luta Pela Cidadania, assistente social, servidora pública, secretária nacional da ANTRA e conselheira fiscal da Associação de Pessoas com Fibromialgia de Sergipe.
Entre os momentos mais importantes de sua vida, ela destaca o dia em que recebeu sua certidão de nascimento retificada. Outro marco significativo foi sua formatura na Universidade Federal de Sergipe.
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Christopher Fabiano de Oliveira
Christopher Fabiano de Oliveira é multiartista, nascido em Osasco, São Paulo, e criado na periferia de Carapicuíba. Há 15 anos, mudou-se para Sergipe, terra de seus pais.
Durante a graduação em Biologia, descobriu sua identidade de gênero como pessoa trans e iniciou sua transição social e hormonal. Ao longo de sua trajetória, acumulou diversas experiências profissionais, incluindo iniciativas empreendedoras.
Sua paixão pela arte e pelo artesanato o levou a explorar diferentes técnicas e linguagens. Em 2020, passou a se dedicar ao crochê, que se tornou sua principal forma de expressão criativa.
Em 2024, ingressou no curso de Agroecologia no Instituto Federal de Sergipe, unindo o interesse pela natureza ao desejo de aprender mais sobre o cultivo de alimentos saudáveis e a promoção da justiça social.
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Mais do que uma mudança de registro, a retificação de nome e gênero é o reconhecimento oficial da identidade — um direito essencial que impacta diretamente na dignidade, no acesso a oportunidades e no respeito social.
O Vida Pronome reforça que reconhecer identidades é, de tudo, garantir cidadania.